Anos 1980-1990

1980

Em julho, uma de suas peças [n. 527, 1978] é oferecida pelo presidente João Baptista Figueiredo ao presidente do México, José López Portillo, em visita oficial ao Brasil.

Em agosto apresenta publicamente, pela primeira vez, uma obra em mármore negro belga [n. 494b] na individual no Espaço ABC/Funarte, Rio de Janeiro.

Em outubro integra mostra inaugural do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo, ao lado de Amilcar de Castro, Franz Weissmann e Lygia Clark.

Em novembro expõe 30 peças no Centro de Arte y Comunicación, em Buenos Aires, com curadoria de Jorge Glusberg.

Em dezembro inaugura individual no Museu de Arte de São Paulo, com 54 peças em mármore de Carrara, produzidas entre 1978 e 1980. A exposição recebe o prêmio de melhor retrospectiva do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Paralelamente, expõe duas versões do jogo de xadrez, na Galeria Paulo Klabin, no Rio de Janeiro, e novamente no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo.

1986

Em setembro finaliza a obra Muro, parede em concreto para o Centro Empresarial Itaú, em São Paulo, iniciada no ano anterior. com 420 m2, a obra pesa 163 toneladas.

1987

Em novembro realiza individual com 32 peças no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. O catálogo, com projeto gráfico de Waltercio Caldas, traz texto de Paulo Sergio Duarte.

No mesmo mês, apresenta individual no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo.

A TVE do Rio de Janeiro realiza o filme A Dança das Formas, com direção de Cacá Silveira.

1988

Em maio realiza exposição individual na Galeria 111, em Lisboa, em que apresenta 29 obras. Ronaldo Brito escreve o texto Enigmas Anônimos, que acompanha o catálogo da exposição.

Entre as últimas obras que realiza surgem formas ovoides, brancas e negras, com incisões longitudinais ou redondas.

1989

Integra a 20ª Bienal Internacional de São Paulo com 15 obras, produzidas entre 1981 e 1985.

1990

Em setembro apresenta individual no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo, com 15 peças inéditas, entre elas os “ovos” [n. 637 a 640]. Na abertura da exposição é lançado o livro Camargo, com texto de Ronaldo Brito e projeto gráfico de Waltercio Caldas, editado pela Akagawa.

Em outubro, o Paço das Artes, em São Paulo – ainda na sede da ​​Avenida Europa, na sede do Museu da Imagem e do Som (MIS) -,, apresenta “Sergio Camargo: o espaço do artista quando jovem”, com 10 obras produzidas entre 1950 e 1973, exposição sob a curadoria de Sérgio Pizoli.

Morre em 20 de dezembro, no Rio de Janeiro. É velado no Paço Imperial e enterrado no dia seguinte, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Em homenagem póstuma ao artista, os artesãos de Massa reproduzem para o jazigo da família a lápide concebida por Camargo para o mausoléu da Família Evers.