CUNHA, Eileen de Mello Fernandes. A natureza arquitetônica das obras de Sérgio Camargo. 1997. 191 f. Dissertação (Mestrado em História da Arte) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Biblioteca Depositária: Biblioteca da EBA.
Documento
Metadados
Referência
CUNHA, Eileen de Mello Fernandes. A natureza arquitetônica das obras de Sérgio Camargo. 1997. 191 f. Dissertação (Mestrado em História da Arte) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Biblioteca Depositária: Biblioteca da EBA.
Ano de publicação
1997
Localização
Biblioteca da EBA-UFRJ
Descrição
Esta pesquisa buscou explicitar a qualidade arquitetural na obra de Sérgio Camargo. A ‘natureza arquitetônica’ ou qualidade arquitetural, reside na referência que as obras em questão fazem à arquitetura. Estas estão ligadas à fase dos relevos pela investigação que Camargo promove entre a relação do volume com o plano e a da forma com a matéria. Percebemos que tratava-se de uma passagem, ou seja, uma espécie de entreato entre os relevos – fase mais conhecida do artista – e as ’baleias’, fase final de sua obra. Essa passagem mostrou-se essencial para uma melhor compreensão dos relevos, pois evidencia claramente como o conjunto da obra abstrata de Camargo tem na sua base a pesquisa da relação entre o volume e o plano. Tornou-se necessário, também, desvendar o porquê da insistência na manutenção das bases em alguns trabalhos e qual a ligação deste fato com a natureza arquitetônica. O recorte desta dissertação se estende de meados da década de 60 até os anos 80. Outro objetivo de nossa pesquisa foi estabelecer, para o conjunto da obra deste artista singular – presente em vários museus no Brasil e no exterior – a importância de seu contato com artistas como Brancusi, Vantongerloo, Arp e com as tendências contemporâneas. Verificamos, ainda, como se deu a relação de Camargo com o Concretismo e o Neoconcretismo brasileiros. Do ponto de vista teórico, esta dissertação procurou sustentação na fenomenologia de Gaston Bachelard.
